Zé Celso estreia O Rei da Vela e enfrenta Silvio Santos

Zé Celso (ao centro) celebra estreia de “O Rei da Vela” com o gerente regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda (à esq.), e o ator Renato Borghi (à dir.), protagonista da montagem em 1967 e 2017 – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Ao lado do ator Renato Borghi, com quem conjuntamente celebra 80 anos de vida, o diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, estreou neste sábado (21), no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, com seu Teat(r)o Oficina, a peça “O Rei da Vela”. Zé aproveitou a ocasião para pedir ajuda da sociedade na luta de sua companhia contra o Grupo Silvio Santos pelo terreno no entorno da sede histórica da trupe teatral mais antiga do país, fundada por ele em 1958.

A remontagem do texto clássico de Oswald de Andrade celebra as cinco décadas da primeira encenação, em 1967, também protagonizada por Renato Borghi e marco histórico do teatro brasileiro e do movimento tropicalista.

Detalhe do cenário que reproduz o original de Helio Eichbauer – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Zé Celso aproveitou a estreia de “O Rei da Vela” para pedir ajuda pelo Oficina, que enfrenta disputa com o Grupo Silvio Santos. Este pretende construir torres no terreno no entorno da sede histórica do grupo, no bairro do Bexiga, região central paulistana.

Segundo o diretor, advogados de Silvio Santos querem anular o tombamento do espaço, conquistado em 2016 no Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), em reunião marcada para esta segunda (23) no próprio conselho, às 9h, na rua Mauá, 51, na Luz, também na região central de São Paulo. Os artistas programam uma vigília no local durante a votação.

“Estamos vivendo o instante em que o Grupo Silvio Santos ameaça de extinção a nós do Oficina e ao Bixiga, através da ação movida por seu jurídico”, afirmou o diretor.

Conheça novo elenco de “O Rei da Vela”

Zé lembrou o apoio recente dado por Fernanda Montenegro à luta do Oficina, em e-mail enviado a ele no dia 14 de outubro.

“A partir desse Bexiga, dessa Oficina, o Zé nos traz o desassossego mais provocador, mais tronitoante, mais triunfante de São Paulo e do Brasil culturalmente falando. O Oficina dá ao Bexiga a dimensão da inquietação da Arte na vida e projeta esse bairro à altura da cidade de São Paulo e do País. O Oficina é um marco histórico, cultural, visceral de uma Cidade, de um Estado. O que pretendem por no lugar? A desgraça do nada? A lama do nada?”, declarou Fernanda Montenegro.

Cena de “O Rei da Vela”, 50 anos depois, com Sylvia Prado e Renato Borghi no palco do Teatro Paulo Autran – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

A estreia de “O Rei da Vela” movimentou o Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, metrô Faria Lima ou Pinheiros), onde a montagem ficam em cartaz até 19 de novembro, sábado, 19h, e domingo, 19h, com inteira a R$ 50, meia a R$ 25 e R$ 15 para credenciados do Sesc.

A força e vitalidade do ator Renato Borghi à frente do personagem Abelardo I, 50 anos depois, gerou burburinho entre o público ao final. Estão no elenco ainda Marcelo Drummond, Tulio Starling, Sylvia Prado, Camila Mota, Regina França, José Celso Martinez Corrêa, Roderick Himeros, Elcio Nogueira Seixas, Ricardo Bittencourt, Danielle Rosa, Tony Reis, Joana Medeiros e Vera Barreto Leite.

Zé Celso enfrenta caretice com “O Rei da Vela”

Veja, nas fotos abaixo, quem prestigou a estreia de “O Rei da Vela”.

Danilo Santos de Miranda abraça Zé Celso no camarim do Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, onde está em cartaz “O Rei da Vela” até 19 de novembro – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Marília de Andrade, filha de Oswald de Andrade, prestigiou a estreia do texto clássico escrito por seu pai, sob comando mais uma vez de Zé Celso com o Teat(r)o Oficina – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Parceiro do Oficina em trilhas que marcaram o grupo, o compositor José Miguel Wisnik também esteve no Sesc Pinheiros na estreia de “O Rei da Vela” – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Artistas com passagens pelo elenco do Teat(r)o Oficina, Wallace Ruy e Pascoal da Conceição brindaram por “O Rei da Vela” no coquetel após a estreia – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Helio Eichbauer, diretor de arte de “O Rei da Vela” em 1967 e em 2017, celebra a estreia com Zé Celso durante o coquetel – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Renato Borghi recebeu o carinho do público durante o coquetel após a estreia e tirou várias selfies com admiradores – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

A atriz Ana Kutner prestigiou a estreia de “O Rei da Vela” e lembrou que sua mãe, Dina Sfat, fez parte do elenco em 1968, substituindo Ítala Nandi no papel de Heloísa de Lesbos, também defendido por Esther Góes e hoje com Sylvia Prado- Foto: Vitor Penteado/Divulgação

O ator Juan Manuel Tellategui prestigiou “O Rei da Vela”, dirigida por Zé Celso, seu colega de elenco na série da Warner “Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis” no começo do ano – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Grande entusiasta do Teat(r)o Oficina, o político Eduardo Suplicy parabenizou Renato Borghi pela volta histórica ao personagem Abelardo I, protagonista de “O Rei da Vela”, 50 anos depois – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

Danilo Santos de Miranda, Zé Celso e Renato Borghi no camarim do Teatro Paulo Autran: estreia histórica de “O Rei da Vela” 50 anos depois da montagem original foi celebrada – Foto: Vitor Penteado/Divulgação

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