Rapidinhas teatrais: Fagundes prorroga peça e Soleil abre venda de ingressos

Antonio Fagundes à frente do elenco de “Baixa Terapia” – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Prorrogou
Devido ao sucesso de público, Antonio Fagundes prorrogou a comédia “Baixa Terapia” até 1º de outubro, no Tuca, em São Paulo. As sessões são às sextas, 21h30 (R$ 80), sábado, 20h (R$ 100) e domingo, 19h (R$ 90). O texto é do argentino Matías Del Federico. Coisa boa.

Bom pra cabeça
Na peça dirigida por Marco Antônio Pâmio e já vista por quase 30 mil pessoas, um grupo de três casais vão ao terapeuta, mas este não aparece. Então, passam a se analisar eles mesmos, com um final surpreendente. No elenco estão Antonio Fagundes, Mara Carvalho, Alexandra Martins, Ilana Kaplan, Fábio Espósito e Bruno Fagundes. Família completa.

“Amaluna”, novo espetáculo do Cirque du Soleil, estreia em São Paulo em 5 de outubro com mulheres no poder – Foto: Divulgação

Internacional
O Cirque du Soleil abriu as vendas para seu novo espetáculo no Brasil, “Amaluna”. Corra, porque costuma esgotar rápido. Em São Paulo, estreia em 5 de outubro. No Rio, em 28 de dezembro. Marque na agenda.

Ivam Cabral: pausa para escrever a tese de doutorado – Foto: Leila Fugii

Imersão
Ivam Cabral pediu licença na SP Escola de Teatro, onde é diretor, para terminar sua tese de doutorado na USP. Pesquisa justamente a pedagogia da SP Escola de Teatro. Faz muito bem.

Georgette Fadel foi questionada por ser branca e interpretar poetisa negra nos palcos – Foto: Daniel Kersys

Polêmica
A atriz Georgette Fadel se viu no centro de uma polêmica racial nesta semana. Esta semana, durante uma sessão de seu monólogo “Entrevista com Stela do Patrocínio”, ela foi questionada por espectadores negros por viver a poetisa negra Stela do Patrocínio (1941-1997), que foi internada no hospício assim como o artista plástico negro Arthur Bispo do Rosário (1909-1989). Segundo os espectadores que se manifestaram, é preciso dar um basta a atores brancos vivendo personagens negras no palco.

Reação voluntária
Vários homens brancos da elite cultural paulistana saíram em defesa de Georgette Fadel nas redes sociais, mesmo sem ela pedir. Alguns acusaram os negros que protestaram de serem “fascistas”.

Ela entendeu
Georgette Fadel, que nunca precisou de homem nenhum para defendê-la, publicou texto em sua rede social para dizer que compreendia o questionamento dos negros em relação a seu trabalho.

Declaração
Entre outras coisas, falou: “Não fui ou pelo menos não me senti agredida, estou e sempre estarei do lado da luta dos negros, a questão é violenta mesmo […] Trata-se de um povo que foi escravizado. Estou menos preocupada com minha arte e mais preocupada em ouvir e respeitar a imensa voz que não quer ser representada por uma voz opressora, seja ela da artista legalzona ou da madre Tereza de Calcutá”.

Elogios
Muita gente elogiou a sensibilidade de escuta de Georgette Fadel. Entender a dor do outro é mesmo tarefa para poucos. E nobres.

Mais polêmica
O questionamento que acontece com Georgette Fadel também foi feito em relação a João Miguel por ser branco e interpretar nos palcos o negro Arthur Bispo do Rosário. Os integrantes do movimento negro querem representatividade nos palcos. Que atores negros sejam convidados a fazer papéis de personagens negras. Por outro lado, alguns atores, diretores e produtores chamam isso de “censura”, dizendo que atores podem interpretar qualquer papel. Pelo jeito, a polêmica vai continuar.

Nena Inoue se destacou no Festival de Curitiba com “Para Não Morrer”, que chega a São Paulo – Foto: Samira Chami Neves/Clix

Curitibana
De 13 a 29 de julho, o Sesc Pinheiros de São Paulo recebe o espetáculo “Para Não Morrer”, solo de Nena Inoue, cujo mote são as mulheres icônicas da esquerda. A peça fez sucesso no último Festival de Curitiba.

Feminista
Com dramaturgia assinada por Francisco Mallmann, a encenação concebida por Nena Inoue, em parceria com Babaya na criação, apresenta uma mulher que se apropria da palavra e, dessa forma, dá voz a muitas outras. “Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em um clamor com urgência de ser dito e uma coragem de narrar, contar essas histórias”, explica Nena, grande nome do teatro curitibano.

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