Zé Celso celebra irmão e São João em Macumba Antropófaga; leia carta exclusiva

José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso: diretor celebra irmão e a noite de São João com “Macumba Antropófaga” – Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos Bob Sousa

A convite do Blog do Arcanjo do UOL, José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, escreveu sobre a volta da peça “Macumba Antropófaga” em seu Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga), a partir deste sábado (24), celebrando a Noite de São João e os 67 anos de seu irmão Luís Antônio Martinez Corrêa, ícone do teatro musical brasileiro brutalmente assinado por crime de homofobia em 1987.

A encenação de Zé, 80 anos, diretor considerado internacionalmente como um dos maiores nomes do teatro, se baseia no “Manifesto Antropófago” de Oswald de Andrade. Em temporada longa, vai até 24 de setembro, sábado e domingo, 16h, com ingresso a R$ 60 e R$ 30 (moradores do Bixiga pagam R$ 20 com comprovante de residência).

No elenco estão nomes potentes como Camila Mota, Marcelo Drummond, Letícia Coura, Roderick Himeros, Tony Reis e Danielle Rosa.  A dramaturgia é assinada por Zé Celso, Catherine Hirsch e Roderick Himeros e dura cerca de cinco horas.

Leia a carta do Zé com toda a calma do mundo — foi mantido o modo de escrita do diretor:

“Amado Miguél Arcânjo do Teatro Brasileiro,

Hoje á Tarde d 24 d Junho d 2017 as 16h no Teatro Oficina a começar d’Um Cortejo pelo Bixíga:pentrando na Noite de São João. Festa do Sol em seu Solstício de Inverno q torna este dia no Hemisfério Sul: Natal y Ano Novo.

E mais, Tenho dois irmãos nascidos neste dia, um é o São João y o outro é o Santo Antônio=Luis!

Hoje o Grande Artista de Teatro Musical Brasileiro Luis Antônio Martinez Correâ y Muito Mais, aniversaría seus 67 anos .

Vou caprichar fazendo o belo y engraçado papel d’Ê,“Ressuciando-me” cantando “O Amor ”, d Maiakoviski, Caetano y Luis, tendo a Fóto d’Êle na Parede como inspiração.

Em torno do Môquem, da Fogueira da “Macumba Antropófaga 2017”aos 100 anos da Revolução Soviética, 50 de “O Rei da Véla” y da “Tropicália”.

Mas não estou nada só, sou um dos muitos Artistas do CORO DE PROTAGONISTAS macumbando com arte d viver ao Vivo a Alegría Cantada Dançada no prazer y na dor da transformação permanente do Tabú em Totem.

Uma Meditação Antropófaga Rebolada, Vivida com o Público Presente, Mestiçada pela Multimídia do Vídeo em Transmissão direta, Sonoplastia Elektrônica, Luzes aos Vivo de cada palpitação, Banda, Contraregragem, Produção d toda Máquina Viva do Terreiro Eletrônico do Oficína Uzína Uzona.

Nestes tempos com as ameaças d’duma ditadura nazista, o Milagre em sí, d aproximadamente 60 Macumbeira(o)s Vív(o)as, da Antropofagía com o Povo do Público, vão parir o q nasce desta devoração da Cultura da Vida revirando as cagadas dos Zumbís na Podridão do Poder em Eleições Dirétas Já.

Venham comer estes Mortos no Poder, criando na Paródia Reaficômica este Milágre

Zé Celso
Exú Senhor das Artes Cênicas”

José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, que reestreia “Macumba Antropófaga” – Foto: Bob Sousa

Cartaz da peça “Macumba Antropófaga”, do Teat(r)o Oficina, criado pelo artista Igor Marotti Dumont – Foto: Reprodução

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