Eriberto Leão celebra Jim Morrison do The Doors em musical roqueiro

Eriberto Leão e Renata Guida em "Jim" - Foto: Divulgação

Eriberto Leão e Renata Guida em “Jim”: 11 canções do The Doors – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Fã confesso do cantor e compositor norte-americano Jim Morrison (1943-1971) e da banda de rock The Doors, o ator Eriberto Leão não usou “The Doors – O Filme”, de 1991, como referência para o espetáculo musical “Jim”, já visto por 100 mil pessoas e que chega a São Paulo, no Teatro Vivo, nesta sexta (28), 45 anos após a morte do artista.

“Apesar de o filme ser maravilho e o Val Kilmer ter feito uma atuação que merecia ter ganhado o Oscar, o longa comete alguns erros, que inclusive foram apontados por integrantes da banda”, diz o ator.

Leão afirma que o longa constrói uma imagem de um Morrison em busca da autodestruição, o que em sua visão não corresponde à realidade. “O Jim não se matou”, fala o ator sobre o ídolo, que morreu aos 27 anos e cuja causa apontada seria uma overdose.

“Nosso plano sempre foi fazer uma peça que defendesse um Jim Morrison mais solar do que lunar, mas sem tirar o lado lunar dele”, afirma o artista. Para isso, estudou a fundo o personagem, que tinha uma inteligência aguçada aliada a uma forte sensibilidade, vinda da leitura de textos filosóficos e do livro “As Portas da Percepção”.

Ícone do rock, Jim Morrison é homenageado no musical - Foto: Divulgação

Ícone do rock, Jim Morrison é homenageado no musical – Foto: Divulgação

Outro fator preservado na montagem escrita por Walter Daguerre e dirigida por Paulo de Moraes foi a teatralidade do The Doors. “Era uma banda muito teatral. Tudo que eles faziam no palco era estudado antes, ele era muito racional. Até o caos era pensado e baseado nos filósofos que ele lia. Existe uma genialidade no Jim Morrison que faz dele sempre atual”, fala Leão.

Ele celebra 20 anos de trajetória teatral com a montagem que já viajou por 13 capitais antes de aportar em São Paulo, principal mercado teatral do Brasil.

O musical roqueiro mostra um homem, João Mota, que vive uma relação próxima com o ídolo Jim Morrison e que pretende se matar diante do túmulo do artista em Paris. Mas, uma misteriosa mulher, interpretada por Renata Guida, entra na história e passa a influenciar o personagem.

Onze canções do The Doors embalam o musical, com hits como “Light My Fire” sendo acompanhado por três músicos ao vivo: Antonio Van Ahn, no teclado, Felipe Barão, na guitarra, e Eduardo Rorato, na bateria.

“Jim”
Quando: Sexta, 21h30, sábado, 21h, domingo, 18h. 65 min. Até 18/12/2016
Onde: Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860), CPTM Morumbi, São Paulo, tel. 11 3279-1520
Quanto: R$ 40 a R$ 80 – promoção: nos dias 28, 29 e 30/10 entrada promocional a R$ 20
Classificação etária: 16 anos

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