Proibida de falar sobre Olimpíadas, Deborah Colker estreia “VeRo” em SP

A coreógrafa Deborah Colker, responsável pela abertura das Olimpíadas - Foto: Roberto Filho/AgNews

Deborah Colker, coreógrafa da abertura das Olimpíadas do Rio – Foto: Roberto Filho/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

Em meio aos preparativos finais para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, do qual é diretora de movimento, a coreógrafa carioca Deborah Colker, 55 anos, estreia temporada do espetáculo “VeRo”, da companhia que leva seu nome, em São Paulo, nesta quinta (23), no Teatro Alfa.

Mas, a pergunta que não quer calar: qual coreografia ela prepara para impressionar o mundo na festa no Maracanã no próximo dia 5 de agosto? Ela, logo, acalma os ânimos: “Por contrato, não podemos falar nada sobre a coreografia. É segredo total, o que é ótimo”, ela diz, para nossa infelicidade.

Mas não dá pra dizer nada? Deborah pensa e responde: “Só posso falar que estamos trabalhando muito e está sendo um processo maravilhoso”.

Já que ela não abre o bico sobre Olimpíadas, falemos de seu novo espetáculo, uma conjunção das coreografias “Rota”, de 1995, e “Velox”, de 1997. São dois sucessos absolutos do grupo de dança que fundou em 1994, com mais de 2 milhões de espectadores quando somados.

Duas cenas de "VeRo", da Cia. da Dança Deborah Colker - Fotos: Lenise Pinheiro

Duas cenas de “VeRo”, da Cia. da Dança Deborah Colker – Fotos: Lenise Pinheiro

“Quando a Companhia fez 20 anos, em 2013, eu remontei o ‘Velox’ para uma temporada bem curta. Este espetáculo é uma coisa impressionante,  já tem elementos e questões que aparecem até hoje nos meus trabalhos. Ele ficou como uma marca, a parede [de sete metros de altura, na qual é feito um balé aéreo] virou um ícone, ela está lá em nossa sala de ensaios e sempre gosto de voltar para ela. O público ama o Velox e sempre sou cobrada de remontá-lo onde quer que eu vá [risos]”, ela conta, bem mais falante.

Mas, e onde entra o “Rota” nessa história? “O ‘Rota’ acabou não sendo remontado e também sempre era lembrado. O desafio de montar os dois juntos me estimulou muito. É um desafio de produção, para levar os dois cenários, são muitas toneladas, e, principalmente, um desafio físico, técnico e também artístico para toda a equipe”, afirma.

A diretora diz que montar tudo junto é um bom treinamento. “É preciso ter muita disciplina, ensaio, musculatura e energia para dar conta de dançar os dois em sequência. Só foi possível porque temos um grupo muito comprometido e já temos todo um método e uma preparação desenvolvida nesses mais de 20 anos. A primeira vez que vi os dois em sequência foi uma experiência muito forte. A história da companhia está ali”, define a coreógrafa reconhecida internacionalmente.

Para finalizar o papo, ela afirma que é bom estar em temporada em São Paulo, antes de mergulhar de vez na correria dos ensaios da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, onde nada pode dar errado. “O público de São Paulo é maravilhoso, sempre somos muito bem recebidos. A temporada no Alfa já virou uma tradição na companhia, todos os nossos últimos espetáculos foram muito bem ali. É uma alegria poder chegar a São Paulo sempre”, conclui.

“VeRo”, da Cia. de Dança Deborah Colker
Quando: Entre 23 e 26/6/2016: quinta, 21h, sexta, 21h30, sábado, 20h, domingo, 18h. Entre 28/6 e 3/7/2016: terça a quinta, 21h, sexta, 21h30, sábado, 16h e 20h, domingo, 18h. 103 min (com intervalo)
Onde: Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, nº 722, Santo Amaro, São Paulo, tel. 11 5693-4000
Quanto: R$ 25 a R$ 150
Classificação etária: Livre

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