Perda Maior chega ao Festival de Curitiba com Patrícia Vilela, Zé Guilherme Bueno e Alex Slama dirigidos por Elias Andreato

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Com reportagem de FLÁVIA CALDEIRA*
Destaque na programação da Mostra Fringe do 34º Festival de Curitiba, o espetáculo “Perda Maior” promete surpreender o público. Escrita por Patrícia Vilela e dirigida por Elias Andreato, a peça conta com um elenco de peso, composto por: Alex Sama, Zé Guilherme Bueno e Patrícia Vilela.
A obra conta a história de três personagens atraídos por um tipo de treinamento que garante sucesso imediato. Mais tarde, esse “treinamento” se revela uma armadilha. Cruel e psicológico, o espetáculo traz um final inesperado.
Atriz, diretora, dramaturga e professora são somente algumas das denominações para Patricia Vilela, autora de “Perda Maior”. Interpretando a personagem Adele em sua obra, Patrícia demonstra carinho ao falar do espetáculo, que também é parte de seu livro que será lançado ainda neste ano.
Em entrevista realizada pela repórter Flávia Caldeira paraMiguel Arcanjo, a gaúcha Patricia Vilela conta sua experiencia e sentimentos em relação a estreia de seu espetáculo em terras curitibanas, onde já viveu antes de se mudar para São Paulo, e o processo da montagem do novo espetáculo do COLAATORES, que ela comanda.

Qual a sua relação com o Festival de Curitiba e o que simboliza estrear Perda Maior neste evento?
Patrícia Vilela – Minha relação com o Festival é de muita admiração e carinho. Admiração porque o Festival de Curitiba é muito bem produzido, organizado, uma referência. Carinho porque o primeiro ano do Festival foi o mesmo ano em que cheguei em Curitiba para cursar a faculdade de Artes Cênicas e ao assistir os espetáculos, aprendi muito com os diretores e atores que se apresentaram. Participei diversas vezes do Festival, na Mostra Oficial, hoje Mostra Lucia Camargo, e na Mostra Fringe, com espetáculos independentes. Sempre como atriz. E estrear “Perda Maior”, neste evento ao lado de Elias Andreato, dos atores Alex Slama e Zé Guilherme Bueno e da equipe, com um texto que escrevi, torna tudo ainda mais especial e significativo este momento.
Qual o principal recado da peça Perda Maior?
Patrícia Vilela – A peça aborda questões éticas e morais dentro do nosso contexto contemporâneo de declínio nos valores humanos, como solidariedade, empatia e respeito ao próximo, a peça é um veículo para confrontar e dialogar com essas questões.
Qual é sua personagem nessa história e o que ela representa para você?
Patrícia Vilela – A personagem é a Adele, uma mulher que está em busca de uma nova chance para encontrar de alguma maneira o sucesso. Teve muitas decepções e desencontros profissionais, sem apego nas relações, objetiva, prática e decidida. Ela se arrisca em participar de um projeto duvidoso, que precisou ter muita coragem para aceitar.

Como surgiu a ideia do texto?
Patrícia Vilela – Perda Maior é o segundo texto que escrevi e que faz parte do livro que será lançado nos próximos meses pela editora Patuá, “Trilogia de Uma Sociedade Distópica”. Surgiu a partir da percepção que tive da nossa sociedade quando estava confinada na pandemia. Neste período de solitude e isolamento, refletir sobre quais atitudes as pessoas teriam numa situação limite, de risco ou desespero. Nossa dignidade e ética seriam negociáveis? Usaríamos atalhos para conseguir sobreviver? A partir disso, senti o impulso de colocar três personagens que não se conheciam presas num lugar, onde jogos e desafios mortais seriam propostos.
Como tem sido o trabalho com o Elias Andreato na direção e os outros atores, Alex Slama e Zé Guilherme Bueno?
Patrícila Vilela – Trabalhar com Elias sempre foi um desejo. Motivos fortes me incentivaram como nossa identificação na relação do amor que sentimos pelo teatro e pelo grande artista que ele é, um mestre e pessoa maravilhosa. O aprendizado e admiração são imensos e está sendo ótimo, mais do que esperava. Os atores Alex Slama e Zé Guilherme Bueno são maravilhosos e, como a equipe, se dedicam com muito talento e com sede de aprendizado, e isto é muito estimulante. A equipe artística é composta por profissionais respeitados e experientes que estãocontribuindo de forma muito criativa.
Após Curitiba a peça pretende fazer temporada em São Paulo?
Patrícia Vilela – Sim, estamos em contato com alguns teatros para ver a possibilidade de pautas. O plano é ficar muito tempo em cartaz em São Paulo.

Perda Maior – Dias 8 e 9 de abril, 20h, no Teatro Paulo Autran do Shopping Novo Batel, em Curitiba.
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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