Um Homem Célebre, musical de Juiz de Fora, brilha com Machado de Assis no Festival de Curitiba

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Enviado especial ao Festival de Curitiba
Com reportagem de FLORA CARNEIRO
“Não consigo me fazer ser ouvido!”, exclama o personagem da peça “Um Homem Célebre”. O dilema é apresentado, durante o espetáculo da Trupe Qualquer, encenado no Memorial de Curitiba, sábado (4). A montagem é parte da Mostra Insubmissa, que levou ao Festival de Curitiba obras de artistas de Juiz de Fora (MG).
O texto, escrito e dirigido por Rafael Coutinho, é baseado em contos de Machado de Assis. A história acompanha um ator que, momentos antes de entrar em cena, entra em pânico ao não conseguir enxergar a própria imagem no espelho. A partir desse acontecimento, ele conecta a Pestana, famoso e frustrado compositor de polcas, também conhecido por um suposto pacto com o diabo.
Em cena, o elenco de cinco atores divide o palco com uma banda ao vivo, que dita o tom da peça e eleva os momentos musicais. Em meio a sentimentos de culpa, medo e dúvida, o espetáculo aborda assuntos temas como mercado artístico, síndrome do impostor e o maniqueísmo entre Deus e Diabo, céu e inferno, certo e errado, enquanto as duas entidades tentam dominar a história Terra.
Sobre a importância de fazer parte do 34º Festival de Curitiba, o maior festival de teatro da América Latina, Rafael Coutinho destaca: “A gente traz uma linguagem autoral que casou com a proposta de ser insubmisso. É uma questão de resistência e combate, seja no tema ou no fazer teatro no interior. Sentimos que colocar Machado de Assis, como homem e escritor preto, no palco mais importante do país é de suma importância.”
*Estudante de Jornalismo da Universidade Positivo sob supervisão de Miguel Arcanjo em parceria com a professora Katia Brembatti.
*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Festival de Curitiba.
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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