“Queremos que a cidade se aproprie”, diz direção do Festival de Curitiba

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Enviado especial ao Festival de Curitiba
Com reportagem de FLORA CARNEIRO
“Ver camiseta falsificada é uma delícia, né? É sinal do sucesso”, brinca Leandro Knopfholz, idealizador e diretor do Festival de Curitiba. Ao lado da também diretora Fabíula Passini e da curadora Giovana Soar, a diretoria celebra a forma como o evento furou a bolha e se tornou um fenômeno social na capital paranaense.
Para Leandro, o festival atingiu um espaço na cultura da cidade que mesmo quem não o acompanha diretamente se interessa. “Eu acho muito legal que, no dia seguinte, as pessoas que não foram ao teatro se importam para saber qual foi a peça que passou”, reflete.
A diretora recordou um episódio marcante da última edição que resume esse sentimento: “Quando a gente vê esse cara da Rua XV fazendo um cartaz dentro da loja dele usando a nossa marca… aí eu acho que a gente fez um golaço. Porque não foi a gente que pediu; ele entendeu que o festival pode ser bom para ele ganhar mais dinheiro”, e continua: “A gente quer muito que a cidade se aproprie do festival”.

Nesta edição, das 435 atrações, 28 são espetáculos na mostra principal, a Mostra Lucia Camargo. A curadora destacou a aposta em diferentes nomes: “A gente tem algumas apostas que são artistas desconhecidos do grande público e que a gente, com muita alegria, está trazendo este ano”. Sobre a seleção, Giovana ainda reforça: “Poder trazer espetáculos que são de uma excelência… nós ficamos realmente apaixonados por esses espetáculos”.
Para ela, o festival cumpre o papel de dar visibilidade a quem está batalhando em suas regiões: “A diversidade das formas é o que a gente gosta de trazer. Todas elas precisam estar contempladas horizontalmente na mesma instância.”

Com a expectativa de atrair 200 mil pessoas, como define Fabíula, o Festival de Curitiba é “é um grande encontro para os artistas e é um grande encontro para o público também”. Leandro cita uma frase que aprendeu com um professor: “A educação educa, mas só a cultura forma.”
*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viaja a convite do Festival de Curitiba.
*Estudante de Jornalismo da Universidade Positivo sob supervisão de Miguel Arcanjo em parceria com a professora Katia Brembatti.
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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