Hilary Duff lança álbum em fase madura e planeja turnê na qual viaja com os quatro filhos

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo
Com 11 faixas, o novo álbum de Hilary Duff, luck… or something [sorte, ou algo assim], marca o encerramento de um hiato de dez anos e o início de uma etapa artística que a artista de 38 anos define como um exercício de honestidade brutal. Em entrevista ao Los Angeles Times, a artista reflete sobre a dualidade entre a sua imagem pública e a realidade da vida doméstica.
“Sinto que passei os últimos dez anos a colecionar histórias sem saber se alguma vez as partilharia”, confessa Duff, evidenciando que este regresso não é fruto do acaso, mas de uma necessidade de expressão latente.
A colaboração com o seu marido, o produtor musical premiado Matthew Koma, foi o catalisador para esta sonoridade que funde a pop clássica com uma introspeção sofisticada.
Sobre o processo criativo, Duff revela: “Trabalhar com o Matt permitiu-me ser vulnerável de uma forma que nunca fui em estúdio. Ele conhece as minhas inseguranças e as minhas forças, e isso está impresso em cada nota”.
Canções como “Mature” e “Roommates” exploram o peso da responsabilidade e a evolução da identidade, temas que ressoam profundamente com a sua base de fãs que cresceu ao seu lado.
O título do álbum, luck… or something, é uma resposta direta à curiosidade do público sobre a sua estabilidade emocional após décadas sob os holofotes da Disney.
“As pessoas perguntam-me sempre como é que não ‘enlouqueci’ como tantas outras crianças-estrela”, comenta a artista. “Eu respondo que foi sorte… ou algo do género. Talvez seja apenas o facto de ter tido pessoas que me amavam o suficiente para me dizerem ‘não’ quando eu precisava”.
A trajetória da cantora é agora celebrada na iminente “Lucky Me Tour” em 2026.
Embora o desafio de viajar com quatro filhos seja monumental, Duff mantém um espírito exuberante e determinado.
“A ideia de voltar aos palcos internacionais é aterradora e emocionante ao mesmo tempo”, admite.
Ao lado de amigas de longa data, como Ashley Tisdale, ela construiu um ecossistema de apoio que lhe permite abraçar o seu legado enquanto forja um caminho novo e autêntico, provando que a verdadeira metamorfose ocorre quando deixamos de tentar agradar a todos e passamos a ouvir a nossa própria voz.
Editado por Miguel Arcanjo Prado
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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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