Bad Bunny levanta o público de São Paulo em seu primeiro show no Brasil: ‘Muito feliz’

Bad Bunny, que fez primeiro show no Brasil © Divulgação Blog do Arcanjo 2026

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
@miguel.arcanjo

A estreia do cantor porto-riquenho Bad Bunny em solo brasileiro nesta sexta, 20 de fevereiro, em São Paulo, não foi apenas um evento musical, mas uma cerimônia de afirmação para o movimento urbano latino em pleno Allianz Parque. Em uma noite marcada por uma entrega absoluta, o artista transpôs as barreiras linguísticas e consolidou sua posição como um fenômeno global que, finalmente, encontrou-se com o calor do público brasileiro.

“Obrigado por virem ao meu primeiro show aqui. Eu não sabia o que esperar. Não esperava tanta gente linda vindo me ver. Estou muito feliz de estar aqui. Obrigado por esta noite e por abraçarem a minha música”
Bad Bunny

O espetáculo, parte da turnê “Debí Tirar Más Fotos World Tour”, trouxe para São Paulo a icônica “Casita” rosa, transportando a essência estética de Porto Rico para o estádio paulistano. Esse elemento cenográfico serviu como o epicentro de um dos momentos mais marcantes da noite: quando Benito, vestindo as cores do Brasil, aproximou-se fisicamente da plateia para instaurar o que o texto descreve como a “hora do perreo”. Foi ali, entre hits como “Me Porto Bonito” e “Efecto”, que a distância entre o ídolo e a base de fãs se dissolveu em uma celebração coletiva.

A performance, que se estendeu por duas horas e meia, equilibrou com maestria a energia das pistas e a carga emocional de faixas como “La Canción”. Bad Bunny demonstrou uma sensibilidade aguçada ao incluir homenagens à cultura local, como a execução do clássico “Mas Que Nada”, de Sergio Mendes, reforçando o sentimento de pertencimento do público.

Ao final, a imagem que fica é a de um artista genuinamente impactado pela recepção efusiva. Esta experiência inaugural no Brasil revelou um intercâmbio cultural potente, onde o “coelhão” não apenas apresentou seu repertório laureado, mas também se permitiu ser abraçado por uma audiência que, embora geograficamente distante do Caribe, provou dominar cada verso de sua discografia. Foi, sem dúvida, um rito de passagem esplendoroso para a história dos grandes shows internacionais no país.

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Editado por Miguel Arcanjo Prado

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Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Passou por Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado.
Foto: Rafa Marques
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