Ana Hickmann dá viagem e ganha “pedra”: amigo-secreto poderia acabar

Ana Hickmann que deu uma viagem e ganhou de volta um objeto decorativo rochoso, ou, para ser mais simples, um bibelô de luxo: por que não acabar com o amigo-secreto? – Foto: AgNews – Arquivo – Blog do Arcanjo – UOL

Um dos maiores traumas do fim de ano de muita gente nem é a ceia de Natal, com parentes brigando ao fim, mas, sim, o famigerado amigo-secreto, ou amigo-oculto em algumas regiões do Brasil, caso de Belo Horizonte, terra natal deste colunista.

O tema ficou evidente nesta semana, ao ser noticiado pelo Notícias da TV, site parceiro do UOL, que, no amigo-secreto dos famosos da Record, Ana Hickmann deu uma viagem internacional e ganhou “uma pedra”.

Na realidade, Ana ganhou um objeto rochoso decorativo para seu lar. O Blog do Arcanjo no UOL até apurou quem deu o presente, mas prefere não expor antecipadamente o pobre coitado do ator ao escárnio público, o que já ocorrerá no dia em que o programa for ao ar.

Independentemente de Ana ter ou não gostado do novo bibelô para sua mansão e da diferença salarial entre ela e o tal ator, a história já virou anedota e fez muita gente ter arrepios ao se lembrar da brincadeira de fim de ano, obrigatória em alguns ambientes corporativos, familiares e até mesmo religiosos.

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Uma jornalista amiga do blog recordou que seu trauma com a brincadeira natalina vem da infância, quando ganhou, no pré-primário, uma caixa de bombons de seu amigo-oculto. O problema é que a caixa estava aberta e faltavam vários dos chocolates: os mais gostosos, é claro.

Já um reconhecido dramaturgo, também admirado pelo blog por seus escritos e não pelos inexistentes pendores na capoeira, ficou desconcertado quando, na entrega de seu amigo-secreto, descobriu que ganharia um berimbau.

Uma professora universitária, também querida do blog, ficou estupefata em certo amigo-secreto ao ganhar a biografia de Hitler. Ela não se fez de rogada e jogou a obra no lixo na frente de quem escolheu o tal “presente de grego”.

Essas são apenas algumas das muitas situações vexatórias advindas do tal amigo-secreto. Quem nunca viveu ou viu uma situação como essas ou até mesmo outra bem mais desconcertante?

Assim, este vosso colunista propõe: por que não extinguir para todo o sempre a brincadeira do amigo-secreto?

Se isso não for possível, fica a dica: não vamos mais exigir a participação daqueles amigos com sérios traumas passados em relação à brincadeira.

Assim, para quem ama o tal sorteio de nomes: nada de fazer dramas com aquele ser que se recusa terminantemente a participar. Aprenda: ele tem seus motivos.

Fazer chantagem emocional para que ele sorteie alguém para sofrer depois só piora as coisas. Além de ser impositivo, é violência desnecessária. Sobretudo em época natalina.

Quem quiser que continue fazendo a brincadeira, mas, depois, nada de reclamar do presente que recebeu. Nem mesmo se for uma “pedra-bibelô”.

Combinado?

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