O Fantasma da Ópera volta ao Brasil com fome de quebrar recordes

Os protagonistas Thiago Arancam e Lina Mendes: O Fantasma da Ópera volta a São Paulo como a produção mais cara da história do teatro brasileiro, orçada em R$ 45,3 milhões, dos quais R$ 28,6 foram autorizados pelo MinC a serem captados via Lei Rouanet – Foto: Pedro Dimitrow – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Três décadas de sucesso recordista na Broadway garantem ao musical “O Fantasma da Ópera” a aura de ser uma das produções mais desejadas do mundo. Não à toa, a obra vista por mais de 140 milhões de pessoas em 160 cidades de 35 países de 15 idiomas diferentes retorna ao Brasil após 13 ano nesta quarta (1º), para convidados, e quinta (2), para o público, ao Teatro Renault, em São Paulo, onde esta prevista para ficar em cartaz até 23 de dezembro.

“Trata-se de uma história universal e atemporal. ‘O Fantasma da Ópera’ é um clássico”, define ao Blog do Arcanjo no UOL a diretora residente Rachel Ripani. Dirigido por Harold Prince, o musical tem libreto e músicas de Andrew Lloyd Webber em parceria com Charles Hart e Richard Stilgoe e orquestração de David Cullen.

Mesmo com o país ainda mergulhado em uma crise econômica, a nova versão de “O Fantasma da Ópera” volta com fome de quebrar recordes, conseguindo ter números impressionantes de investimento em teatro — o principal investidor é o Bradesco Seguros. “Sem o apoio de grandes empresas que apoiam a cultura seria impossível montar um espetáculo com esta estrutura”, diz Renata Alvim, gerente geral da divisão de projetos da Time For Fun, produtora responsável pela montagem.

“O Fantasma da Ópera” foi autorizado pelo Ministério da Cultura a captar a cifra histórica de R$ 28,6 milhões, o que faz desta nova versão a produção mais cara do teatro brasileiro, com valor total de investimento, somando o da iniciativa privada, de R$ 45,3 milhões.

Números que superam a superprodução que desembarcou por aqui em 2005, quando foi vista pelo recorde de público de 880 mil pessoas — número que pretende superar agora —, impulsionando a indústria do teatro musical no Brasil.

Thiago Arancam é O Fantasma da Ópera – Foto: Pedro Dimitrow – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Na época, a superprodução foi responsável também por despertar o interesse pelo estilo em uma nova geração de atores.

“Muitos dos profissionais que hoje atuam no teatro musical brasileiro começaram a estudar o gênero após assistir a primeira versão de ‘O Fanstasma da Ópera’”, afirma Miguel Briamonte, diretor musical residente do musical versionado por Claudio Botelho e com texto atualizado por Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler.

Muitos estão no elenco selecionado por Marcela Altberg para a nova montagem sob produção de José Vinicius Toro.

E essa nova turma conquista elogio do diretor associado, o norte-americano Arthur Masella.

“É um elenco multifacetado e vejo o musical mais redondo. São bons atores e incríveis cantores, conseguindo realizar a aliança tripla de canto, dança e interpretação exigida em um musical. Estou muito feliz com este elenco e acredito que o público vai gostar também”, espera Masella.

Os alternantes dos protagonistas Leonardo Leiva e Giulia Nadruz como Fantasma e Christine – Foto: Pedro Dimitrow – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Lina Mendes comemora o bom momento profissional. Ela estreia em uma superprodução do gênero como a mocinha Christine — que divide com a alternante Giulia Nadruz —, papel vivido na primeira versão por Kiara Sasso.

Vinda da ópera e do canto lírico, já se diz adaptada ao novo estilo. “É um mundo novo e maravilhoso”, afirma a atriz, acrescentando que sua personagem “supera a dor da perda do pai a partir da inspiração artística que o Fantasma lhe provoca”.

O cantor lírico Thiago Arancam vive o papel-título —que alterna com o ator Leonardo Neiva — e diz que o espetáculo faz uma mistura entre canto lírico e o canto típico do teatro musical, mais popular. “Embora pareçam dois universos distintos, para mim é como estar na ópera. Praticamente não sinto diferença”, avisa. Sobre o seu personagem, define: “O meu Fantasma é passional. Busca o amor a qualquer preço”.

O supervisor musical norte-americano Guy Simpson elogia não só os dois como todo o elenco. “Tive a sorte de ter nesta produção os melhores cantores”, declara.

O ator Fred Silveira: nas duas versões brasileiras de O Fantasma da Ópera – Foto: Pedro Dimitrow – Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Se muitos se aventuram pela primeira vez no ambicionado musical, há quem reviva emoções nesta nova montagem.

O ator Fred Silveira esteve na primeira versão brasileira entre 2005 e 2006, quando chegou a substituir o Fantasma então vivido por Saulo Vasconcellos.

Mais uma vez, além de assumir o personagem Raoul com “sua curva dramática tão difícil”, ele será eventual substituto do protagonista. “Estar em ‘O Fanstama da Ópera’ por duas vezes é um sonho realizado em dobro”, comemora.

O elenco completo de “O Fantasma da Ópera” é formado por Thiago Arancam, Leonardo Neiva, Lina Mendes, Giulia Nadruz, Fred Silveira, Sandro Christopher, Marcos Lanza, Bete Diva, Cleyton Pulzi, Taís Vieira, Fernanda Muniz, Ariadne Okuyama, Bianca Tadini, Carol Paz, Carol Tangerino, Caru Truzzi, Douglas Tholedo, Gabriela Bueno, Gilberto Chaves, Henrique Moretzsohn, Isabella Morcinelli, Joyce Martins, Leandro Cavalcante, Leo Diniz, Misael Santos, Natália Hubner, Natacha Wiggers, Paulo Santos, Raquel Paulin, Rodrigo Miallaret, Thiago Garça, Victor Vargas, Yasmin Barbosa, Annanda Samarine, Diego Velloso, João Luis da Matta, Larissa Leão, Laura Duarte e Vandson Paiva.

Por Miguel Arcanjo Prado

Alguns números de “O Fantasma da Ópera”
No mundo:
US$ 1,1 bilhão de faturamento EUA

US$ 6 bilhões de faturamento mundial 
Mais de 12,5 mil apresentações na Broadway
70 prêmios

Versão brasileira de 2018:
39 atores-cantores-bailarinos
230 figurinos
111 perucas
35 máscaras
75.025 lâmpadas no lustre
10 máquinas de fumaça
281 velas
10 candelabros
1 elefante cênico em tamanho real

“O Fantasma da Ópera”
Quando: Qua. a sex., às 21h, sáb.: às 16h e 21h. dom., às 15h e 20h. Estreia em 2/8. Até 23/12/2018
Onde: Teatro Renault, av. Brigadeiro Luís Antônio, 411, Bela Vista, São Paulo
Quanto: R$ 75 a R$ 300
Classificação etária: Livre

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