Após Racionais, Coletivo Negro se abre à diversidade sexual na peça FALA

FALA, nova peça do Coletivo Negro, põe diversidade sexual em foco – Foto: Arte de Cassimano/Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Após apresentar com sucesso o espetáculo com muita testosterona heterossexual masculina negra em “Farinha com Açúcar ou sobre a Sustança de Meninos e Homens”, que celebrou os Racionais MCs, o Coletivo Negro estreia nesta sexta (15) um espetáculo que busca mais sensibilidade ao focar em formas afetivas que estão longe do padrão heteronormativo imposto pela sociedade.

Nesta noite, chega ao Teatro Cacilda Becker com entrada gratuita a peça “F.A.L.A Fragmentos Autônomos sobre Liberdades Afetivas“. Nela,  sexualidade e gêneros recentemente libertos e ainda perseguidos em nossa sociedade ganham o palco.

Os artistas afirmam usar imagens e gestos para mostrar os conflitos do cotidiano de corpos “que se expressam para além de um mundo que se pretende branco, homogêneo e binário”, como define Flávio Rodrigues, que concebeu a peça e assina a direção.

Ele ainda está no elenco ao lado de Clodd Dias, Dani Nega e Raphael Garcia.

A obra ainda conta com codireção e preparação corporal de Aysha Nascimento e assistência de direção de Marcos Di Ferrera.

A cantora Ellen Oléria regravou especialmente para o espetáculo a música “Fala”, composição histórica de João Ricardo para o grupos Secos & Molhados e gravada originalmente por Ney Matogrosso.

Ellen Oléria regravou a música “Fala” do Secos & Molhados para nova peça do Coletivo Negro – Foto: Divulgação – Blog do Arcanjo – UOL

Segundo os artistas, “o espetáculo apresenta três narrativas com uma tessitura que congrega as experiências miúdas, repletas de pormenores”.

“Trata-se de um devir negro por onde a ‘FALA’ é entendida pelos poros da pele, pela dialética do olhar, pela dimensão da escuta”, dizem.

O grupo ainda busca evocar todos os sentidos do corpo humano diante da palavra nesta sensível montagem que tem coordenação musical de Fernando Alabê e trilha sonora original de Felipe Julian, o Craca, que assina a direção musical ao lado de Flávio Rodrigues.

A obra é fruto de dramaturgia coletiva a partir de textos de Luh Maza, Paloma Franca Amorim e Rudinei Borges. Flávio Rodrigues fez a cenografia, e Wagner Pinto, a luz, além de coreografia de Djalma Moura.

A peça pode ser vista no Teatro Cacilda Becker (r. Tito, 295, Lapa, tel. 11 3864-4513).

As sessõs são de 15 a 24 de junho, sempre sexta, 21h, sábado, 18h30 e 21h, e domingo, 19h, com entraga gratuita.

O Coletivo Negro é formado pelos artistas Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues, Jefferson Matias, Jé Oliveira e Raphael Garcia.

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