Bebel de “A Grande Família”, Guta Stresser vive lésbica por opção no teatro

Bia Guedes e Guta Stresser formam casal de lésbicas em "Ela É Meu Marido" - Foto: Ananda Campana

Bia Guedes e Guta Stresser formam casal de lésbicas em “Ela É Meu Marido” – Foto: Ananda Campana

Por Miguel Arcanjo Prado

Famosa pela personagem Bebel na série “A Grande Família”, a atriz Guta Stresser vive uma personagem que escolhe tornar-se lésbica na peça “Ela É Meu Marido”, em cartaz no Teatro dos 4, no Rio.

Ao lado de Bia Guedes, ela vive o casal Drica e Nanda, amigas desde os tempos de escola e que, balzaquianas e cansadas de serem enganadas por homens, resolvem se casar para tentarem encontrar a felicidade, no enredo proposto por Nelito Fernandes e Martha Mendonça sob direção de Diego Molina.

Em conversa com o Blog do Arcanjo do UOL, Guta afirma que acha “muito importante” falar do amor entre duas mulheres. “Drica e a Nanda são duas personagens bem corajosas. Nessa proposta delas, elas quebram um tabu. Enfrentam as famílias para tentar uma experiência diferente na vida delas”, explica.

E prossegue: “É um sair do armário corajoso, porque na verdade elas nunca tiveram no armário. Eu acho bacana falar dessas mulheres corajosas e arrojadas, que não têm medo de nada, e por mais estapafúrdia que a proposta delas possa aparecer, é uma maneira de falar de duas mulheres que têm coragem de fazer qualquer coisa para ser feliz”.

Questionada se lésbicas sofrem mais preconceito do que gays homens na sociedade, Guta avalia: “Eu acho que os homens sofrem mais preconceito do que as mulheres. Nossa sociedade tende a olhar a homossexualidade feminina como ‘fantasia masculina’, pois os homens ainda acham mais legal duas mulheres juntas”, pondera, antes de continuar em seu raciocínio.

“Em minha opinião, os meninos acabam sofrendo um pouco mais para se assumirem. No caso da Nanda e Drica elas não são gays, e o legal é que elas lutam pelo preconceito em nome da felicidade. Pelo fato de estarem infelizes nas escolhas amorosas delas, com o fato de serem maltratadas pelos rapazes”, adianta.

“Então, então elas escolhem ficarem juntas do que viver escolhas erradas com homens errados.  É muito importante falar sobre o preconceito para combate-lo. É um direito irrestrito de cada um indivíduo ter sua orientação sexual, seja de qualquer uma raça e time de futebol. E isso que temos que entender de uma vez por todas”, conclui.

“Ela É Meu Marido”
Quando: Terça e quarta, 21h. Até 22/2/2017
Onde: Teatro dos 4 – Shopping da Gávea – rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea, Rio, tel. 11 2239-1095
Quanto: R$ 60
Classificação etária: 14 anos

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